A luta das mães cruspianas

Ao que parece, se a PRIP se esqueceu dos cruspianos, esqueceu mais ainda do "bloco das mães", antigamente chamado de “bloco das famílias", lembrou Mostarda, estudante e mãe residente, no I Seminário de Segurança da AMORCRUSP. Enfiadas em um corredor, escondidas para manter a fama da boa e velha universidade da elite paulistana, com quartos menores que o restante do CRUSP, elas resistem.

Jogadas ao acaso, com infiltrações, janelas quebradas, fogões prometidos há um ano e que ainda não chegaram, elas se viram como podem: gastam seus 300 reais de auxílio papfe para consertar os problemas que a universidade deveria dar cabo. O sentimento das mães não poderia ser outro: o medo do dia seguinte e, muitas vezes, a vontade de largar os estudos e os próprios sonhos. Suas dores se expressam quando a universidade e sociedade ignoram que, para além de mães, elas são mulheres, estudantes, cientistas, com os sonhos que alcançam aos céus, mas que a política negligente da PRIP tenta decepar. Não farão!

É preciso fortalecermos a luta coletiva para pressionar a universidade a fornecer estrutura digna a essas famílias!

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